Edu Dracena passou por uma situação diferente no primeiro jogo da final da Libertadores. Acostumado a comandar o Santos dentro de campo, o capitão foi a Montevidéu, na última quarta-feira, apenas para observar seus companheiros jogarem contra o Peñarol. O zagueiro conta que até tentou analisar o adversário para a partida de volta desta quarta-feira, às 21h50m, no Pacaembu, mas ele experimentou mesmo a sensação de ser torcedor.
- Sofri muito fora de campo (risos). Vi o jogo como um torcedor. Foi difícil analisar. Vi que o time se comportou bem, principalmente porque estava sob pressão. Não é fácil jogar com 70 mil pessoas gritando, mas os jogadores estão dando o máximo.
Apesar da euforia de um torcedor, Edu Dracena sabe quais são os pontos fortes do ataque carbonero. O beque diz que terá de parar os contra-ataques dos uruguaios e também evitar as bolas alçadas para o atacante Olivera. Missões que Bruno Rodrigo, seu substituto, realizou muito bem, garante Edu.- Sabíamos o quanto o Bruno poderia render. Não foi surpresa ele ter jogado muito bem, junto com o Durval.
O capitão santista aproveitou para sair em defesa também de Neymar. Diante do Peñarol, o atacante teve uma atuação abaixo da própria média, o que Edu Dracena justifica.
- Nem sempre Neymar vai arrebentar. Ele já provou que tem qualidade e não podemos jogar a responsabilidade apenas para ele. A decisão envolve muitas circunstâncias. O emocional, o estádio lotado, o campo, tudo isso não ajudou o toque de bola do Santos. O time inteiro não jogou o que esperávamos.
Defesas feitas, Edu Dracena se foca na partida decisiva. Ele se diz ciente de que nada está ganho, mas já permite se imaginar erguendo a taça. Depois de sentir a sensação de assistir a um jogo como torcedor, o capitão aguarda o momento de saber como é ser campeão da Libertadores.
- Penso na minha imagem levantando a taça e tenho a chance de fazer isso. Espero concretizar. Vai ser uma emoção sem palavras. Com certeza, está reservado algo bom para nós.
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